TERRAS INDÍGENAS

Operação federal na Terra Indígena Sararé causa prejuízo de R$ 93 milhões ao garimpo ilegal em Mato Grosso

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As operações de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, provocaram um prejuízo estimado em R$ 93,3 milhões às atividades criminosas desde o fim de março, segundo balanço divulgado pela força-tarefa federal.

 

A ação é coordenada por órgãos do governo federal e envolve diferentes frentes de fiscalização, segurança e inteligência, com apoio de ministérios e instituições como a Polícia Federal e a Casa Civil. Ao todo, foram realizadas 1.090 operações integradas dentro do território indígena, que atualmente figura entre as áreas com maior incidência de alertas de garimpo ilegal no país, de acordo com dados da Operação Amazônia Nativa (Opan).

 

Segundo o levantamento, entre março e junho, 124 pessoas foram conduzidas à Polícia Federal. Destas, 45 foram presas em flagrante por envolvimento direto com a extração ilegal de ouro ou por estarem portando equipamentos e insumos utilizados na atividade clandestina.

 

O prejuízo de R$ 93,3 milhões corresponde principalmente à destruição e apreensão de estruturas utilizadas pelo garimpo ilegal, incluindo maquinário pesado, acampamentos e equipamentos de processamento mineral. A operação também resultou na apreensão de mais de 1,5 tonelada de explosivos, usados no chamado “garimpo de filão”, técnica que utiliza detonações para fragmentar rochas e acelerar a extração de ouro.

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De acordo com os órgãos envolvidos, esse tipo de prática representa alto risco operacional, com possibilidade de desabamentos, acidentes graves e impactos ambientais significativos. Além disso, os explosivos também eram utilizados, segundo a força-tarefa, como forma de dificultar a ação de fiscalização em áreas de difícil acesso.

 

A Operação Amazônia Nativa (Opan), organização que monitora atividades ilegais na região, aponta que a área da Terra Indígena Sararé segue como um dos principais focos de pressão do garimpo ilegal na Amazônia brasileira, exigindo ações contínuas de repressão e controle territorial.

 

O governo federal afirma que as operações devem continuar de forma intensificada, com o objetivo de enfraquecer a estrutura logística das organizações criminosas envolvidas na exploração ilegal de recursos naturais em terras indígenas.

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