A comunidade escolar da Escola Cívico-Militar Professora Elmaz Gattas Monteiro, em Várzea Grande, divulgou uma carta aberta nesta quinta-feira (26) manifestando preocupação diante da possibilidade de retorno da ex-diretora da unidade de ensino.
O documento é assinado por professores, servidores, pais, responsáveis, estudantes e demais membros da comunidade escolar, que afirmam que o posicionamento não é motivado por questões pessoais, mas pelas experiências vividas nos últimos anos e pelos impactos que uma eventual mudança na gestão pode causar no ambiente educacional.
Na carta, os signatários destacam que a escola passou por um processo de reconstrução nos últimos meses, com fortalecimento do diálogo, valorização dos profissionais e recuperação da confiança da comunidade em uma gestão pautada pelo respeito e pela transparência.
O grupo também demonstra preocupação com os possíveis reflexos da decisão sobre os estudantes, especialmente aqueles com deficiência e necessidades educacionais específicas, ressaltando a importância de um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo.
A comunidade escolar afirma respeitar as decisões da Justiça e o devido processo legal, mas defende que a voz de pais, alunos, professores e servidores também seja considerada pelas autoridades responsáveis pela condução do caso.
No documento, os signatários pedem transparência na condução dos processos, atenção às manifestações da comunidade e respeito aos relatos apresentados pelos envolvidos, destacando que o objetivo é preservar um ambiente escolar saudável, seguro e favorável à aprendizagem.
Uma nova mobilização está prevista para a próxima terça-feira (30), em frente à unidade escolar, quando pais, estudantes e servidores deverão se reunir em manifestação contra o retorno da ex-diretora.
CARTA ABERTA DA COMUNIDADE ESCOLAR DA ESCOLA CÍVICO-MILITAR PROFESSORA ELMAZ GATTAS MONTEIRO
Nós, membros da comunidade escolar da Escola Cívico-Militar Professora Elmaz Gattas Monteiro — professores, servidores, pais, responsáveis, estudantes e demais cidadãos comprometidos com a educação pública — manifestamos nossa profunda preocupação diante da possibilidade de retorno da ex-diretora à nossa unidade escolar, enquanto ainda existem fatos e questionamentos que aguardam esclarecimentos pelos órgãos competentes.
Nossa manifestação não nasce de interesses pessoais ou perseguições. Ela é resultado das experiências vividas por profissionais, estudantes e famílias que acompanharam de perto os acontecimentos ocorridos em nossa escola e os impactos causados no ambiente educacional.
Ao longo dos últimos meses, nossa unidade escolar passou por um importante processo de reconstrução. O ambiente tornou-se mais acolhedor, o diálogo foi fortalecido, os profissionais voltaram a se sentir valorizados e a comunidade escolar recuperou a confiança em uma gestão comprometida com o respeito, a transparência e a qualidade da educação.
Entendemos que os impactos de qualquer decisão relacionada à gestão escolar não recaem apenas sobre os profissionais da educação. Eles atingem diretamente os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar.
Nossa preocupação se estende especialmente aos pais e responsáveis de alunos com deficiência e com necessidades educacionais específicas, que necessitam de um ambiente seguro, estável, acolhedor e verdadeiramente inclusivo. Essas famílias confiam diariamente seus filhos à escola e merecem a tranquilidade de saber que eles serão atendidos com respeito, dignidade e atenção às suas necessidades.
Também nos preocupamos com todos os estudantes, que têm o direito de aprender em um ambiente harmonioso, organizado e favorável ao seu desenvolvimento acadêmico, social e emocional. A escola deve ser um espaço de acolhimento, aprendizado, respeito e construção de valores.
Por isso, recebemos com apreensão a possibilidade de um retorno antes que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos. O sentimento de preocupação não se limita aos profissionais da educação, mas alcança pais, responsáveis, estudantes e demais membros da comunidade escolar que temem prejuízos ao ambiente construído com tanto esforço nos últimos meses.
Respeitamos as decisões da Justiça e reconhecemos a importância do devido processo legal. Contudo, acreditamos que a voz da comunidade escolar também merece ser ouvida e considerada. Afinal, somos nós que convivemos diariamente com os reflexos das decisões tomadas dentro da instituição.
Diante disso, solicitamos às autoridades competentes que conduzam essa situação com responsabilidade, sensibilidade e compromisso com o interesse público, considerando não apenas os aspectos legais, mas também os impactos humanos, emocionais e educacionais sobre toda a comunidade escolar.
Pedimos transparência na condução dos processos, atenção às manifestações da comunidade e respeito aos relatos apresentados por profissionais, famílias e demais envolvidos.
Nosso único objetivo é preservar um ambiente escolar saudável, seguro, inclusivo e favorável à aprendizagem dos estudantes, ao bem-estar das famílias e ao exercício digno do trabalho dos profissionais da educação.
Que a verdade prevaleça, que a justiça seja feita e que o interesse dos estudantes e de toda a comunidade escolar esteja sempre em primeiro lugar.
Comunidade Escolar da Escola Cívico-Militar Professora Elmaz Gattas Monteiro



























