Mobilização marcada para esta quarta-feira (23) ocorre após liminar judicial que reconduziu a gestora ao cargo; alunos alegam histórico de denúncias e desgaste desde o ano passado
Estudantes da Escola Estadual Profº Elmaz Gattas Monteiro se organizam para uma manifestação nesta quarta-feira (24), a partir das 7h, contra o retorno da diretora Rejane Taques, reconduzida ao cargo por meio de uma liminar judicial. A mobilização deve ocorrer em forma de assembleia geral e reúne alunos contrários à permanência da gestora na unidade escolar.
O movimento estudantil afirma que a comunidade escolar vive um processo de desgaste desde o ano passado, quando surgiram denúncias envolvendo a atuação da diretora, incluindo relatos de bullying, conflitos internos e situações de tensão dentro do ambiente escolar. À época, houve mobilização de estudantes e afastamento da gestora, posteriormente destituída do cargo.
Com a decisão judicial que garantiu o retorno de Rejane Taques à direção da escola, o clima voltou a se intensificar entre os alunos. Segundo representantes estudantis, a maioria dos estudantes é contrária à volta da diretora, alegando receio de retomada de um ambiente considerado conflituoso.

O estudante Yan da UNE-MT, que acompanha o caso desde o ano passado, afirma que o processo gerou forte preocupação entre os alunos e entidades estudantis. Segundo ele, a mobilização ocorre diante da insatisfação com a condução das apurações feitas pelos órgãos responsáveis e do impacto da decisão no cotidiano escolar.
Yan atua atualmente como coordenador do Núcleo de Estudantes Secundaristas e integra a diretoria da União Estadual dos Estudantes de Mato Grosso (UEE-MT). Ele também é estudante de Pedagogia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Com atuação no movimento estudantil, acompanha pautas relacionadas à educação e às demandas de estudantes da rede básica e do ensino superior.
A convocação para a mobilização, segundo os organizadores, não se restringe apenas aos alunos atualmente matriculados na unidade, mas também a ex-estudantes que passaram pela escola e que afirmam ter vivenciado situações envolvendo a gestão da diretora. A ideia é reunir relatos e fortalecer a discussão sobre o histórico de denúncias.
A mobilização desta quarta-feira (23) deve reunir estudantes para discutir os desdobramentos da decisão judicial e manifestar posição contrária ao retorno da gestora, reforçando o clima de insatisfação dentro da comunidade escolar.



























