Maysa Leão responde Cattani após arquivamento de denuncia

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“Fico aliviada, embora tenha sido uma surpresa para mim. Não esperava que uma menor se inscrevesse para falar sobre um tema tão delicado como a violência contra crianças.” Com essas palavras, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) expressou sua satisfação após o arquivamento da denúncia feita pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) no Ministério Público. A denúncia estava relacionada aos depoimentos de uma adolescente de 16 anos, que relatou ter sido vítima de abuso sexual durante uma audiência pública na Câmara Municipal de Cuiabá.

A vereadora ressaltou que a adolescente estava acompanhada de sua psicóloga e assistente social e que sua manifestação era parte de um tratamento terapêutico. A decisão do promotor de justiça Paulo Henrique Amaro Mota, que destacou a falta de indícios de risco para a menor, foi um alívio para Maysa, que sentiu seu trabalho reconhecido. “O arquivamento mostrou que não houve dolo da minha parte, o que me deixa muito feliz”, completou.

Maysa também comentou sobre a postura do deputado Cattani, que, segundo ela, a monitora de perto, apesar de não terem pautas ou eleitorados em comum. “Eu vejo isso como mais um movimento de perseguição política. Nós temos pensamentos tão diferentes e não nos cruzamos; então, não entendo por que ele acompanha tanto meu trabalho”, afirmou.

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O caso ganhou notoriedade em 16 de agosto, quando a adolescente fez um relato devastador sobre ter sido vítima de estupro por três familiares. Na ocasião, Maysa tentou interromper o depoimento, mas foi orientada a não censurá-la, dado que o relato integrava seu tratamento. O vídeo da audiência, que foi transmitido ao vivo, acabou sendo removido devido à repercussão negativa.

Após o ocorrido, a vereadora anunciou a criação de protocolos para prevenir situações semelhantes no futuro. O arquivamento da denúncia pelo Ministério Público representa um passo importante para Maysa, que agora busca continuar seu trabalho na proteção de crianças e no combate à violência, reafirmando a necessidade de um ambiente seguro para que vítimas possam se manifestar sem medo de retaliações.

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