VIOLÊNCIA

Jovem de 21 anos morre após ser baleado na região do Coxipó do Ouro; policial penal alega legítima defesa

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Um jovem identificado como Atlas Iury da Silva Santos, de 21 anos, morreu na manhã desta quarta-feira (10) após ser atingido por disparos de arma de fogo na região do Coxipó do Ouro, em Cuiabá. O principal envolvido no caso é um policial penal de 50 anos, padrasto da vítima, que alegou ter agido em legítima defesa durante uma suposta luta corporal.

 

De acordo com informações registradas pela Polícia Militar, a equipe da Ronda Rural do 3º Batalhão foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) por volta das 7h50 para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo em uma chácara localizada nos fundos da região do Coxipó do Ouro.

 

Ao chegar ao local, os policiais encontraram Atlas ainda com vida. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou os primeiros procedimentos de socorro, mas o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

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Segundo o relato apresentado pelo suspeito aos policiais, ele chegava à propriedade para buscar a esposa quando foi surpreendido pelo enteado. O policial penal afirmou que Atlas teria se aproximado portando uma faca e que, diante da situação, os dois entraram em luta corporal.

 

Ainda conforme a versão do suspeito, durante o confronto foram efetuados dois disparos de arma de fogo que atingiram a vítima na região da cabeça.

 

A mãe do jovem também estava na propriedade no momento do ocorrido. Após o fato, a Polícia Militar realizou o isolamento e a preservação da área para os trabalhos periciais.

 

O policial penal permaneceu sob custódia da guarnição e teve a arma utilizada na ocorrência, uma pistola calibre 9 milímetros, recolhida. Posteriormente, ele e o armamento foram encaminhados à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que assumiu as investigações.

 

Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local para a realização dos levantamentos necessários. As circunstâncias do confronto e a alegação de legítima defesa serão apuradas pela DHPP, que deverá ouvir testemunhas e analisar os laudos periciais para esclarecer a dinâmica dos fatos.

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Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventuais antecedentes do caso ou possíveis desentendimentos anteriores entre a vítima e o suspeito. A investigação segue em andamento.

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