AMAMENTAÇÃO

Amamentação: Um guia completo e inspirador para mães

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) lança um farol de esperança e saúde ao recomendar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida. Mais do que uma recomendação, é um convite para nutrir a vida com o que a natureza oferece de melhor. Após esse período, a jornada continua, com a alimentação complementar se integrando à amamentação, estendendo seus benefícios até os dois anos ou mais, um verdadeiro presente para a saúde e o bem-estar de mães e bebês.

 

Cinthia Roseane Moreira, uma enfermeira dedicada e consultora em amamentação na Santa Casa de Belo Horizonte, compartilha conosco a magia que acontece logo após o nascimento do bebê. “É maravilhoso para a mãe, para o bebê e para a família. É um alimento sustentável, que não tem custo nenhum nos primeiros seis meses. Além disso, a criança não adoece com facilidade, diminuindo as idas ao hospital e tratamentos de saúde”, compartilhou Cinthia em uma participação inspiradora no programa Rádio Vivo, da Itatiaia, nesta terça-feira (18). Acredito que essa simplicidade e eficácia são um dos maiores milagres da vida.

 

“É maravilhoso para a mãe, para o bebê e para a família. É um alimento sustentável, que não tem custo nenhum nos primeiros seis meses. Além disso, a criança não adoece com facilidade, diminuindo as idas ao hospital e tratamentos de saúde” – afirmou Cinthia Roseane Moreira, enfermeira e consultora de amamentação, em participação no programa Rádio Vivo, da Itatiaia.

Mas os benefícios não param por aí. O leite materno é um escudo de proteção e saúde para a mulher. Cinthia ressalta que a amamentação pode reduzir significativamente o risco de desenvolver câncer de colo de útero e de mama. Ela também ajuda a diminuir o sangramento pós-parto, auxiliando o útero a voltar ao seu tamanho normal mais rapidamente. E, de forma igualmente importante, o contato pele a pele durante a amamentação fortalece o vínculo e pode ser um poderoso aliado na proteção contra a depressão pós-parto.

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“Para a mulher, o aleitamento materno pode diminuir a chance de desenvolver câncer de colo de útero e de mama. Diminui o sangramento pós-parto, fazendo o útero regredir mais rápido. Até psicologicamente protege a mulher da depressão pós-parto” – destacou Cinthia Roseane Moreira.

Os desafios da jornada e a busca por apoio

Apesar de todos esses encantos, a realidade da mulher moderna nos apresenta desafios. O principal deles, segundo Cinthia, é o retorno ao trabalho. Como conciliar a licença-maternidade, muitas vezes curta, com a necessidade de amamentação exclusiva até os seis meses? “Como que uma mulher trabalhadora vai conseguir manter essa amamentação exclusiva até os 6 meses se ela tem 4 meses de licença-maternidade?”, questiona a profissional. A falta de apoio em casa ou no companheiro também sobrecarrega a mulher, que se vê dividida entre cuidar do filho, da casa e ainda dedicar tempo integral à amamentação. “Recai tudo sobre a mulher, e a sociedade como um todo precisa proteger para que ela tenha condições”, defende Cinthia.

 

“Como que uma mulher trabalhadora vai conseguir manter essa amamentação exclusiva até os 6 meses se ela tem 4 meses de licença-maternidade? (?) Se ela sai de alta e não tem nenhum apoio na família ou do companheiro, fica sozinha para fazer tudo: casa, filho e amamentar, que é uma doação de tempo. Recai tudo sobre a mulher, e a sociedade como um todo precisa proteger para que ela tenha condições” – explicou Cinthia Roseane Moreira, consultora de amamentação.

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Outro ponto de atenção é a possível escolha do bebê em interromper a amamentação, especialmente com a introdução de outros métodos, como a mamadeira. “Se ela optar pela mamadeira para ir trabalhar, pode ser que o bebê escolha a mamadeira e não mais o peito da mãe”, pondera Cinthia. Embora seja possível extrair o leite para que o bebê seja alimentado de outra forma, o retorno ao trabalho pode, de fato, ser um obstáculo para manter a exclusividade do aleitamento materno. É um tema que exige reflexão e, acima de tudo, um olhar mais atento da sociedade para que cada mãe possa vivenciar essa fase com o suporte necessário.

 

“Pode ser uma escolha desse bebê quando ele começa a ter a interferência de outros apetrechos, por exemplo, a mamadeira. Se ela optar pela mamadeira para ir trabalhar, pode ser que o bebê escolha a mamadeira e não mais o peito da mãe. Não quer dizer que ela não possa extrair o leite para oferecer de outra forma, mas o retorno ao trabalho pode ser um desafio para manter a amamentação exclusiva”, disse a enfermeira.

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