Há noites em que o futebol parece escrever mais do que um placar. Escreve destino.
Foi assim com Matheus Cunha. Nascido em João Pessoa, na Paraíba, ele entrou em campo carregando mais do que a camisa da Seleção Brasileira — carregava histórias, expectativas e a lembrança de um caminho longo até aquele momento.
Diante do Haiti, o Brasil venceu por 3 a 0, mas o que fica não é apenas o resultado. É a forma como o atacante paraibano transformou o jogo em afirmação. Nos dois primeiros gols da partida, ele não apenas finalizou: ele chegou como quem aproveita uma chance que a vida não costuma repetir duas vezes.
No primeiro, a leitura rápida, o posicionamento certo, quase instintivo. No segundo, a frieza de quem entende que certas oportunidades não podem ser desperdiçadas. Em ambos, a sensação de que ali não estava apenas um jogador em campo, mas alguém realizando algo que foi sonhado muitas vezes longe dos holofotes.
O terceiro gol do Brasil apenas selou a vitória. Mas o que ficou gravado foi a imagem de um atacante que, vindo da Paraíba, deixou o campo diferente de quando entrou — mais confiante, mais presente, mais inteiro dentro da Seleção.
Para quem acompanha de perto, não foi só uma atuação. Foi um daqueles momentos em que o futebol parece dar resposta a uma caminhada inteira.



























