A segunda edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento reforça sua proposta de reconhecer e valorizar profissionais da comunicação de todas as regiões de Mato Grosso. Promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a premiação busca destacar trabalhos que retratem a relação entre a atividade parlamentar e o cotidiano da população mato-grossense.
Com o tema “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, a edição de 2026 convida jornalistas, radialistas, fotojornalistas e estudantes a produzirem conteúdos que evidenciem como as ações, debates e leis aprovadas pelo Parlamento impactam diretamente a vida da população. A proposta é incentivar reportagens que contem histórias de transformação, desafios e avanços vividos nos municípios do estado, fortalecendo a conexão entre o Legislativo e a sociedade.
Ao reunir profissionais de diferentes regiões em uma mesma premiação, o Troféu Parlamento reforça a importância do jornalismo regional e demonstra que pautas relevantes podem surgir em qualquer município mato-grossense.
Para o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Sergio Roberto Reichert, morador de Tangará da Serra, a iniciativa tem papel fundamental ao ampliar a visibilidade de pautas produzidas fora dos grandes centros urbanos.
“Mato Grosso é um estado de dimensões continentais e grande parte da sua força econômica está no interior. Quando uma premiação valoriza jornalistas de diferentes municípios, ela também amplia a visibilidade de pautas que muitas vezes nascem longe dos grandes centros, mas que têm relevância para todo o estado”, destacou.
Segundo Reichert, a premiação fortalece a pluralidade da imprensa mato-grossense e evidencia a qualidade do trabalho desenvolvido em todas as regiões.
“Existem excelentes profissionais produzindo conteúdo de qualidade em todas as regiões. Uma premiação estadual permite que esses trabalhos ganhem mais visibilidade e demonstra que o bom jornalismo está presente em todo Mato Grosso”, afirmou.
O representante do Sindjor também ressaltou a importância do jornalismo regional na aproximação da população com os debates realizados na Assembleia Legislativa.
“Quando o jornalista conecta as demandas locais às discussões estaduais, ele cria uma ponte entre a população e os tomadores de decisão. Em um estado com as dimensões de Mato Grosso, esse trabalho é fundamental para que as diferentes realidades regionais sejam conhecidas e debatidas”, observou.
A relevância da participação de profissionais do interior já ficou evidente na primeira edição do prêmio. Moradora de Nova Mutum, a jornalista Elissa Neves conquistou o terceiro lugar na categoria Telejornalismo com a reportagem “Assembleia Legislativa e Pontal do Marape: a união do Parlamento e do campo traz segurança e transforma sonhos em realidade”.
Para ela, o reconhecimento representou uma valorização do jornalismo produzido fora da capital.
“Conquistar o prêmio atuando no interior teve um significado muito especial. Foi o reconhecimento de um trabalho desenvolvido diariamente e uma valorização do papel da imprensa regional na cobertura de temas de interesse público”, afirmou.
Outro destaque veio de Tangará da Serra. O estudante Alexandre Cardoso conquistou o terceiro lugar na categoria Universitário com o trabalho “O apoio da ALMT ao curso de Jornalismo da Unemat”. Segundo ele, a premiação demonstrou a capacidade dos estudantes do interior de produzir conteúdos de alto nível.
“Vencer mostrou que somos capazes de produzir trabalhos com a mesma qualidade e profissionalismo. Foi uma oportunidade de demonstrar a força dos alunos de Jornalismo da Unemat e do ensino realizado fora da capital”, destacou.

As inscrições para o Prêmio ALMT de Jornalismo seguem abertas para trabalhos veiculados entre 1º de janeiro e 9 de novembro de 2026. A premiação contempla as categorias Telejornalismo, Reportagem em Texto, Radiojornalismo, Fotojornalismo e Universitário.
Os conteúdos devem abordar o tema desta edição e demonstrar como as leis, ações e debates parlamentares impactam o cotidiano da população mato-grossense. Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora formada por representantes de instituições nacionais ligadas à comunicação e ao Poder Legislativo, entre elas Senado Federal, Câmara dos Deputados, Unale e Fenaj.
























