Exposição na Baixada Cuiabana destaca produção artesanal, reaproveitamento de materiais e geração de renda com protagonismo feminino
A agricultura familiar em Várzea Grande tem mostrado novas faces que vão além da produção de alimentos. Mulheres do município estão se destacando por iniciativas que unem empreendedorismo, sustentabilidade e transformação social, apresentadas durante a 1ª Exposição da Agricultura Familiar da Baixada Cuiabana – Terezinha Rios, realizada na Praça Sarita Baracat.
O evento reuniu histórias de superação e inovação, com destaque para a produção artesanal de alimentos e o reaproveitamento de materiais na confecção de peças de artesanato e acessórios.
Entre as expositoras, a empreendedora Claudia Bissi chamou atenção com a produção de conservas artesanais. Moradora de Várzea Grande há quatro décadas, ela iniciou no empreendedorismo há pouco mais de um ano e, após participar de cursos de capacitação presenciais e online, passou a investir na produção de alimentos naturais.
Atualmente, Claudia fabrica picles, ovos de codorna, cebolas, pimentas, pimentões, beterraba, além de doces, geleias e licores de frutas como uva, abacaxi e maracujá. Segundo ela, a iniciativa trouxe retorno financeiro e reconhecimento.
“Resolvi empreender em Várzea Grande e comecei a fazer cursos para aperfeiçoar meu trabalho. Tudo o que produzo é 100% natural, sem conservantes. Hoje já tenho clientes fixos e isso mostra que valeu a pena acreditar nesse sonho”, afirmou.
Outra participante foi Miguelina Maria da Rosa, que apresentou doces artesanais e peças de artesanato, reforçando a diversidade da produção desenvolvida por famílias rurais do município.
A feira também deu visibilidade ao Coletivo de Mulheres Essência, representado por Evanilda Maria Ramos, conhecida como Tina. O grupo atua em diferentes bairros de Várzea Grande promovendo autonomia econômica para mulheres em situação de vulnerabilidade social.
No estande do coletivo, foram expostas bolsas confeccionadas com tecidos reaproveitados de guarda-chuvas, peças feitas com retalhos, máscaras de dormir, mudas de plantas e outros produtos desenvolvidos pelas integrantes.
Além da comercialização, o projeto também oferece cursos, oficinas e palestras voltadas à capacitação, abordando temas como costura, artesanato, segurança alimentar, implantação de canteiros e preservação de sementes, permitindo que as participantes desenvolvam renda dentro de casa.
O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, destacou o impacto das iniciativas. Segundo ele, as expositoras reforçam o protagonismo feminino na agricultura familiar e na economia solidária, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e para o fortalecimento das comunidades locais.



























