Com 14 assinaturas, requerimento para votação do remanejamento orçamentário coloca Wanderley Cerqueira diante de uma decisão que pode ampliar o desgaste político da Casa
A disputa política na Câmara Municipal de Várzea Grande ganhou um novo capítulo e coloca o Legislativo sob intensa pressão. Com o município alegando necessidade urgente de ampliar o limite de remanejamento orçamentário para garantir investimentos em saúde, previdência e serviços públicos, 14 vereadores decidiram agir e protocolaram um requerimento pedindo a convocação de uma sessão extraordinária.
O número representa a maioria absoluta dos parlamentares e atende ao que prevê o artigo 138 do Regimento Interno. Ainda assim, a realização da sessão depende da convocação do presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, que volta a ocupar o centro de mais uma crise política.
O episódio ocorre em um momento delicado para o comando do Legislativo. Recentemente, a eleição da Mesa Diretora foi suspensa por decisão judicial, fato que enfraqueceu politicamente a presidência da Casa e ampliou os questionamentos sobre sua condução. Agora, a forma como Wanderley conduzirá o pedido de sessão extraordinária poderá influenciar ainda mais sua imagem perante a população e os próprios vereadores.
Nos bastidores, a leitura é de que a divisão na Câmara vai além do debate técnico sobre o orçamento. Parte dos vereadores que não aderiu ao requerimento integra a oposição ao Executivo, enquanto os parlamentares favoráveis defendem que a votação é necessária para evitar que recursos permaneçam sem utilização por falta de autorização legislativa.
Segundo a Prefeitura, o limite de 5% para remanejamento praticamente foi esgotado, restando apenas 0,01%. A aprovação do projeto permitiria viabilizar cerca de R$ 56,6 milhões em emendas parlamentares para a Saúde, além de um aporte de R$ 32 milhões ao Previvag e suplementações para outras áreas da administração municipal.
Independentemente do resultado da votação, a crise evidencia um cenário de confronto político que ultrapassa a discussão orçamentária. Enquanto Executivo e base governista defendem rapidez na análise da proposta, a oposição mantém uma postura que, na prática, prolonga o impasse em torno de recursos considerados estratégicos pela administração.
A pressão agora recai sobre a Presidência da Câmara. Caso a sessão seja convocada, caberá ao plenário assumir publicamente sua posição sobre o projeto. Caso contrário, o desgaste político tende a aumentar, especialmente diante da expectativa da população por soluções para áreas sensíveis como saúde, infraestrutura e previdência.
Assinaram o requerimento os vereadores Adilsinho, Charles da Educação, Bruno Rios, Jânio Calistro, Carlinhos Figueiredo, Caio Cordeiro, Sardinha, Sargento Galibert, Enfermeiro Emerson, Jero Neto, Lucas Chapéu do Sol, Joaquim Antunes e Raul Curvo.
























