Vereadora aponta defasagem no acordo firmado em 2012 e destaca problemas no abastecimento de água e esgotamento sanitário em regiões que cresceram sem infraestrutura adequada
A revisão do contrato de concessão da Águas Cuiabá voltou ao centro das discussões na Câmara Municipal de Cuiabá. Durante a sessão desta terça-feira (7), a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) defendeu que o município promova um amplo debate para atualizar as metas e obrigações previstas no contrato firmado em 2012.
Segundo a parlamentar, a realidade da capital mato-grossense passou por grandes transformações nos últimos anos, com expansão urbana, aumento populacional e surgimento de novos bairros e loteamentos, cenário que exige uma reavaliação dos compromissos estabelecidos há mais de uma década.
“Esse contrato é de 2012. Cuiabá mudou muito de lá para cá. Precisamos sentar com todos os órgãos competentes e construir um novo contrato que atenda a população”, afirmou a vereadora durante seu pronunciamento.
Entre os principais pontos levantados por Baixinha está a situação de mais de 130 loteamentos que, segundo ela, ainda enfrentam dificuldades relacionadas ao acesso à água tratada. A vereadora também chamou atenção para os problemas envolvendo a cobertura do sistema de esgotamento sanitário, especialmente em regiões como a área sul da Capital e o Distrito Industrial.
Para a parlamentar, a discussão precisa envolver todos os setores responsáveis, incluindo a Prefeitura de Cuiabá, a concessionária, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso e demais órgãos ligados ao saneamento, buscando garantir que os investimentos acompanhem o ritmo de crescimento da cidade.
Baixinha destacou ainda que o saneamento básico deve ser tratado como prioridade, já que o acesso à água potável e ao tratamento adequado de esgoto está diretamente ligado à saúde pública, qualidade de vida e dignidade da população.
“Água tratada é um direito da população. Precisamos olhar para os bairros que cresceram e ainda aguardam infraestrutura básica. É hora de construir um contrato que atenda a Cuiabá de hoje e prepare a cidade para o futuro”, afirmou.
O debate reacende uma discussão sobre a necessidade de adequar os serviços públicos às novas demandas da Capital. Para a vereadora, mais do que revisar cláusulas contratuais, o momento exige planejamento e compromisso para garantir que o avanço urbano de Cuiabá seja acompanhado pela ampliação da infraestrutura essencial.
























