CASO FINISA

Flávia Moretti rebate presidente da Câmara e nega perda de prazo do FINISA em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), reagiu às acusações feitas pelo presidente da Câmara Municipal e negou que sua gestão tenha perdido o prazo para contratação de recursos do FINISA — programa de financiamento voltado para obras de infraestrutura e saneamento.

 

Durante declaração pública, a chefe do Executivo afirmou que o projeto de autorização legislativa estava disponível para votação ainda em 2025, mas acabou não avançando por decisão da própria Câmara Municipal. Segundo ela, houve retirada da pauta e pedido de vista apresentado pelo vereador Feitoza (PSB), o que teria impedido a apreciação da matéria.

 

“FINISA, Financiamento de Infraestrutura, eu pago quase R$ 6 milhões de reais de prestação do FINISA da gestão passada. A cada ano, a gestão passada pegava em torno de R$ 150 milhões de FINISA no banco emprestado para infraestrutura e saneamento. Enquanto isso, nós estamos fazendo com aquilo pouquinho que cai nos cofres públicos”, declarou a prefeita.

 

Flávia também classificou como “mentira” a narrativa de que a prefeitura teria deixado vencer o prazo do financiamento. “A lei estava lá para ser aprovada. Ele tirou de pauta, foi pedido vista pelo Feitoza e não votaram a lei. Não precisa pedir vista de uma lei que é um pedido de autorização de FINISA”, disparou.

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A prefeita ainda criticou a postura da presidência da Câmara e afirmou que projetos considerados estratégicos para o município estariam enfrentando dificuldades para entrar na pauta de votação. “A lei sempre foi passada pelos outros gestores. Então, assim, não tem, é mentira do presidente da Câmara. A lei estava lá, ele podia ter aprovado em 2025, ele não aprovou porque não quis. Como ele não põe as leis orçamentárias para inclusão de pauta?”, questionou.

 

O embate amplia o clima de tensão entre o Executivo municipal e o Legislativo várzea-grandense. O FINISA tem sido um dos principais instrumentos utilizados pelas gestões municipais para viabilizar obras de pavimentação, drenagem e infraestrutura urbana, mas também costuma gerar debates sobre endividamento público e capacidade financeira da prefeitura.

 

A troca de acusações entre a prefeita e a presidência da Câmara evidencia a disputa política em torno da condução administrativa do município e deve intensificar os debates sobre responsabilidade na tramitação de projetos considerados prioritários para Várzea Grande.

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