O ex-secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, rebateu as acusações feitas pelo prefeito Abilio Brunini sobre supostas irregularidades na aquisição de materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação.
A Prefeitura de Cuiabá anunciou a abertura de investigações sobre um possível superfaturamento envolvendo contratos que poderiam alcançar R$ 80 milhões. Segundo a gestão municipal, aproximadamente R$ 20 milhões já teriam sido pagos antes da suspensão dos repasses.
Além das investigações externas solicitadas pela prefeitura, a Controladoria-Geral do Município instaurou um procedimento interno para apurar os detalhes da contratação e os pagamentos realizados.
Ao responder às declarações do prefeito, Amauri Monge afirmou que todas as aquisições realizadas durante sua gestão tiveram respaldo técnico e jurídico da Procuradoria-Geral do Município e também da Secretaria de Aquisições.
“Todas as compras que fizemos tiveram o respaldo da procuradoria do município e da secretaria de aquisições, e elas nunca detectaram irregularidades. Então, que o prefeito investigue, e investigue mesmo”, declarou o ex-secretário.
Outro ponto rebatido por Amauri Monge diz respeito à afirmação de Abilio Brunini de que o material adquirido seria de baixa qualidade e apresentaria conteúdo produzido por inteligência artificial.
Segundo o ex-secretário, a avaliação da qualidade do conteúdo caberia à editora responsável pela produção do material didático.
“Consideramos que era um material de qualidade, mas, se o prefeito afirma que foi feito através de IA, ele deve questionar isso com a fonte produtora do material”, afirmou.
O caso ganhou repercussão política após vir à tona que Amauri Monge já teve o nome citado anteriormente em investigações administrativas no Paraná. À época da nomeação do ex-secretário para a pasta da Educação em Cuiabá, o prefeito Abilio Brunini chegou a ser questionado sobre os antecedentes envolvendo o gestor.
Na ocasião, Abilio afirmou que Amauri era um nome de confiança ligado ao grupo político do vice-governador Otaviano Pivetta.
A denúncia envolvendo os contratos da Educação também deve ampliar o debate político dentro da Câmara Municipal de Cuiabá, onde já há movimentações para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.
























