O vereador Alessandro Moreira, que preside a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Câmara Municipal de Várzea Grande, utilizou a tribuna para relatar supostas denúncias envolvendo a Secretaria Municipal de Saúde sem apresentar provas ou confirmação dos fatos.
Durante a sessão, o parlamentar afirmou ter recebido relatos de servidores que estariam há dois meses sem salário e também mencionou uma suposta perseguição política dentro das unidades de saúde do município. No entanto, o próprio vereador admitiu desconhecer a veracidade das informações.
“Me relataram, não sei se procede ou não”, declarou Alessandro ao citar acusações atribuídas ao coordenador da Atenção Básica.
A fala gerou questionamentos sobre a responsabilidade de agentes públicos ao utilizarem a tribuna da Câmara para repercutir denúncias sem comprovação. Isso porque declarações feitas em plenário possuem forte impacto político e institucional, principalmente quando partem do presidente da CCJ, comissão responsável justamente por analisar aspectos legais e constitucionais dentro do Legislativo municipal.
Críticos da postura apontam que acusações sem provas podem gerar desgaste à imagem de servidores e da própria administração pública, além de alimentar narrativas baseadas apenas em “relatos”, sem documentos, denúncias formais ou qualquer evidência concreta apresentada até o momento.
A situação reacende o debate sobre os limites da imunidade parlamentar e a responsabilidade no uso da palavra dentro da Câmara Municipal.

























