Presidente da ALMT, Max Russi, reage a possível CPI do feminicídio

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A declaração do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), sobre a possível abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o feminicídio no estado gerou polêmica. Em suas falas, Russi demonstrou desconhecimento sobre o andamento do requerimento e um aparente desinteresse em aprofundar o debate, apesar de reconhecer a relevância do tema.

Ao ser questionado sobre o número de assinaturas necessárias para a abertura da CPI – o mínimo de oito –, Max Russi admitiu não ter verificado o requerimento protocolado. “Se tem e se tem pertinência e tudo que dentro dos trânsitos legais para abertura. Oficialmente são… tem quantas assinaturas até o momento? O mínimo precisa de 8 assinaturas. Eu não cheguei a olhar o requerimento quantas assinaturas tem. Chega entregando a mesa lá o requerimento e para abrir a CPI precisa ter no mínimo 8 assinaturas”, declarou.

A falta de informação sobre um processo que tramita na própria casa legislativa levanta questionamentos sobre o acompanhamento das pautas prioritárias pelos seus líderes.

Em relação a uma possível pressão do governo para que a CPI não prosperasse, o presidente da ALMT negou qualquer envolvimento direto. “Para mim não. Para mim não teve nenhuma ligação. Os outros deputados eu não posso falar a mesma coisa”, respondeu, deixando em aberto a possibilidade de que outros parlamentares tenham sofrido tais pressões.

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Questionado sobre sua posição pessoal e se assinaria o requerimento, Max Russi optou por uma resposta genérica. “Eu acho que todo debate é importante, né? Seja através da CPI, seja através de uma câmara temática, seja através de um grupo de trabalho, ou seja, a Assembleia tem muitos instrumentos importantes, instrumentos bons, que podem ser usados para fazer um debate importante como esse”, afirmou. Ele reiterou a importância da pauta do feminicídio, que vem “alarmando a todo mundo, cada vez aumentando mais”, e a necessidade de “todo mundo trabalhando junto, pensando junto, procurando solução”.

Apesar de reconhecer a gravidade do feminicídio e a necessidade de ações conjuntas, a postura de Max Russi foi vista por muitos como evasiva e carente de um protagonismo esperado de um líder legislativo diante de um tema tão sensível e urgente. A Assembleia Legislativa, segundo ele, tem sido um “grande parceiro” na busca por soluções, e a ampliação do debate é vista como válida para “ouvir mais ideias, mais sugestões e trabalhar mais políticas públicas para que esses números possam, de forma definitiva, diminuir”. No entanto, a forma como a possível CPI está sendo tratada sugere um caminho mais lento e burocrático para abordar uma crise que demanda ação imediata.

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