EDUCAÇÃO SUPERIOR

Brasil perde posições em ranking mundial de universidades, mas mantém liderança na América Latina

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O Brasil registrou uma queda significativa no ranking mundial de universidades divulgado pelo Center for World University Rankings (CWUR). De acordo com a edição de 2026 do levantamento, 45 das 52 instituições brasileiras avaliadas perderam posições em relação ao ano anterior, refletindo desafios especialmente na área de pesquisa científica.

 

Apesar do recuo generalizado, a Universidade de São Paulo (USP) permanece como a instituição de ensino superior mais bem colocada do Brasil e da América Latina. A universidade caiu uma posição no ranking global e passou a ocupar o 119º lugar.

 

Na sequência aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que perdeu 15 posições e ficou em 346º lugar, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que recuou dez colocações, ocupando agora a 379ª posição.

 

Segundo a análise do CWUR, a principal razão para o desempenho negativo das universidades brasileiras foi a piora nos indicadores relacionados à pesquisa científica. Dos 52 centros de ensino avaliados, 44 apresentaram queda nesse critério, que leva em consideração fatores como volume de publicações acadêmicas, impacto das pesquisas e número de citações em trabalhos científicos.

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O indicador de pesquisa tem peso expressivo na metodologia do ranking, representando 40% da nota final atribuída às instituições. O resultado evidencia os desafios enfrentados pelo setor acadêmico nacional para manter a competitividade em um cenário global cada vez mais disputado.

 

Mesmo com a perda de posições, o Brasil continua sendo o país com maior destaque da América Latina no ensino superior. As dez universidades mais bem colocadas da região pertencem ao sistema universitário brasileiro, demonstrando a relevância e a influência das instituições nacionais no contexto latino-americano.

 

Especialistas apontam que investimentos contínuos em pesquisa, inovação e formação de pesquisadores serão fundamentais para que as universidades brasileiras recuperem espaço nos rankings internacionais e ampliem sua produção científica nos próximos anos.

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